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Escrito por Marcelo Catelan às 12h22
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Anote na agenda:
O quê: Pequeno espaço para ser eu mesmo com a Cia. Artesãos do Corpo Quando: de 01 a 11 de dezembro (1ª semana de quinta a sábado / 2ª semana de quarta a domingo) Horário: 20hs Quanto: R$ 10,00 (meia entrada R$ 5,00) Onde: Teatro Coletivo - rua da consolação, 1623
Pequeno espaço para ser eu mesmo memorial Às pessoas que vivem quando tudo ao seu redor se foi. Aos que ficam confinados e buscam nos espaços internos do corpo a pátria, a casa, a memória do afeto. Às pessoas que se deslocam pelo planeta, sem pátria, sendo seus corpos o lugar seguro onde guardam suas tradições, memórias e etnia. ficha técnica:
Direção: Mirtes Calheiros
Intérpretes: Bárbara Freitas, Ederson Lopes, Gisele Ross, Ken Kronaz, Leandro Costa, Mirtes Calheiros e Odete Machado. Intérprete/estagiária: Margarita Hernandez Pesquisa Musical e sonoplastia: Marcelo Catelan Luz: Bruno Garcia Instalação: Camila Morita, Chico Lencioni, Ken Kronaz e Mirtes Calheiros Voz em off: Rosana Judkowitch Fotos: Fabio Pazzini Produção e Administração: Ederson Lopes – The Woody projetos culturais Realização: Cia. Artesãos do Corpo, Fomento à Dança, Secretaria Municipal de Cultura.
Escrito por Marcelo Catelan às 12h20
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Escrito por Marcelo Catelan às 22h38
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sábado, 18 de dezembro de 2010PELOS DIREITOS HUMANOS DE ELAINE CESAR, SEU FILHO E O TEATRO OFICINA 14/12/2010
AS DIONIZÍACAS DE 17 a 20 no TEATRO DE ESTÁDIO do ex-ESTACIONAMENTO do BAÚ da FELICIDADE serão dedicadas à luta pelos DIREITOS HUMANOS DE ELAINE CESAR E À LIBERDADE ARTÍSTICA VIOLADA PELA VARA DE FAMÍLIA DE SÃO PAULO São 06:16. Acordei, apesar de estar exausto por excesso de trabalho pelos trabalhos de realizar meu maior desejo em 30 anos, de apresentar a partir de 6ª feira as DIONIZÍACAS no Teatro de Estádio que levantamos no Ex-Estacionamento do Baú da Felicidade mas não consigo dormir porque não estou mais suportando a ENORME INJUSTIÇA que a SOCIEDADE BRASILEIRA está cometendo com ELAINE CESAR, que neste momento está na UTI, correndo risco de vida. Este caso não é diferente do de Sakineh no Irã, do de Lu Xiaobo na China e de Assange na Inglaterra. Vim pro computador porque até agora não conseguí fazer chegar nossas vozes de defesa aos DIREITOS HUMANOS desta Mãe Artista, Diretora de Video do Teatro Oficina Uzyna Uzona, que na semana passada, perdeu em duas jogadas: 1º, a guarda de seu filho THEO, de 3 anos de idade. 2º, seus instrumentos de trabalho confiscados, seus HD’s, que também são do Oficina, com todo material gravado de pelo menos 30 anos de Oficina Uzyna Uzona, e de outros trabalhos seus, e de artistas como Tadeu Jungle. É um atentado à liberdade de produção artística, um sequestro só comparável à invasão do CCC em 1968 a “Roda Viva”. E agora esta mulher está incapacitada de estar à frente do trabalho que adora, de comandar a direção de Video e das filmagens das Dionizíacas esta semana, e tem de ver a sociedade, a Mídia sempre tão escandalosa, impassível com este fato. Porque tudo isso ? Porque um ex-marido ciumento, totalmente perturbado, teve acolhidos por autoridades da Vara da Família, para esta praticar uma ação absolutamente anti-democrática, para não dizer nazista, todos seus pedidos mais absurdos de ex-marido ególatra, doente, de arrancar o filho do convívio da Mãe, acusando Elaine de trabalhar num “Teatro Pornográfico” e para lá levar o filho: o Teatro Oficina. Fez oficiais de justiça sequestrarem os HD’s deste Teatro, com um texto de uma obscenidade rara, para procurar cenas de pedofilia e práticas obscenas que Elaine e seu atual marido, o ator Fred Stefen, do Teatro Oficina, teriam cometido com o filho de Elaine, o menino Theo. Quase todas as 90 pessoas que trabalham na Associação Oficina Uzyna Uzona têm se manifestado por escrito, pois tiveram contato permanente com Theo, Elaine e Fred dentro do teatro e fora dele e não se conformam com a falta de eco de seus protestos.
Porque tudo isso ? A revolução cultural da liberdade que uma grande parte dos seres humanos vem conquistando determina uma reação absolutamente inquisitorial, fascista, como é o caso dos homofóbicos da Av. Paulista e no caso, não do Estado Brasileiro, mas da própria Sociedade Reacionária incorformada, querendo novamente impor censura à Arte, aos costumes, e pior à vida dos que escolheram viver livremente o Amor. E é incrível aqui, a liberdade de imprensa tão fervorosa em escândalos moralistas, se cala totalmente diante de um atentado a dois seres humanos, Elaine, a Mãe, e Theo seu filho, e a um teatro de 52 anos como o Oficina, e não toca no assunto, como se fosse o Partido Comunista Chinês, os Republicanos dos EEUU e os fundamentalistas islâmicos do Irã. Tenho feito inúmeras reportagens sobre as DIONIZÍACAS, e falado no assunto, mas a divisão ainda tayloriana de trabalho impede que os jornalistas levem a sério o que estou dizendo, por não estar no limite das matérias que estão fazendo comigo. Enquanto isso uma mulher, ELAINE CESAR, praticamente corre risco de vida na UTI e o Teatro Oficina censurado estreia as DIONIZÍACAS tendo por exemplo de fazer sua propaganda para a TV com material ainda filmadas no edifício do Teatro Oficina, pois as imagens do Teatro de Estádio erguido pelo Brasil em 2010 estão sequestradas pela Vara da Família. O moralismo desta instiuição, que parece odiar os Artistas como criminosos, dá proteção a um macho ciumento, invejoso, doente, mordido de ciúmes, que está tendo delírios sexuais, projetando em ações discricionárias como as que tem praticado, e pior com apoio da injustiça. Fazendo um ensaio corrido de BACANTES, que conta a história de Dionisios e da luta de seu adversário moralista, que quer impedir o culto do Teatro em sua cidade, percebi o óbvio. Tudo que Penteu acusa nas BACANTES e em DIONISIOS é projeção de coisas que seu ciúme provocou em sua cabeça. Elaine, muito tempo depois que se separou deste ex-marido, teve o privilégio de encontrar um novo amor no ator Fred, que é homem muito bonito e muito livre. O macho, ex-Hare Krishna, ciumento, invejoso, então endoidou e começou a imaginar em sua cabeça cenas de pedofilia, sexo de Elaine e de seu novo maravilhoso amor com seu filho, repressão ao TEATRO OFICINA. Elementar, Freud diria. Os desejos de pedofilia, até de pederastia em relação ao atual marido de Elaine estão nele. Por isso o menino de 3 anos Theo, corre perigo nas mãos deste irreponsável. Uma tia procuradora aposentada, de Brasília, rica, e um deputado devem estar auxiliando o rapaz com seus contatos reacionários aqui na Vara de Família. Nem sei os nomes das pessoas porque os autos não estão na minha mão. Elaine não tem pai nem mãe, estão mortos. Fred está sem dormir há dias, agora preocupado acima de tudo com a sobrevivência de Elaine. Segunda feira havia uma audiência com o Juiz de família, para copiarmos o absurdo de mais de 400 horas de vídeo dos HD’s. Nenhum de nós nem pôde aparecer, pois estávamos preocupados com a vida de Elaine, hospitalizada na UTI. Fred doi buscá-la no aereoporto, onde voltava de Brasília, para onde tinha ido ver o filho, sob a vigilância de uma babá contratada pela tia. Na despedida Theo o menino chorava, querendo voltar para os braços da mãe em São Paulo, segundo relato de Elaine, que do aeroporto, passando muito mal, teve de ser hospitalizada, e em estado grave o hospital resolveu colocá-la na UTI. Não sei o que fazer para acordar a mídia, esta Justiça Injusta que, querendo defender a Família, destreoi a vida de uma Mãe, de uma Criança e atormenta todo nosso trabalho maravilhoso neste momento vitorioso do Oficina Uzyna Uzona. Este “taylorismo”, (divisão de trabalho e competências do século 19) da vida contemporânea, esta insensibilidade aos direitos humanos que me é revelada agora neste momento, me faz dedicar as DIONIZÍACAS á todos que lutaram em 30 anos por este momento, mas sobretudo a ELAINE CESAR E THEO. Que esse filho volte imediatamente para os braços da MÃE antes que aconteça o PIOR. E que o material apreendido retorne imediatamente ao Oficina Uzyna Uzona. É uma Obra de Arte sequestrada em nome de uma atitude mesquinha provocada pelo Ciúme de um Ególatra, de uma Justiça cega e de uma Sociedade, Mídia, conivente como a de São Paulo. Por favor acordem os trabalhadores da difusão do que acontece de bom e de mau no Mundo e revelem isso a todos. Peço a todos, seja quem for, que façam esse favor de amor aos direitos humanos e batam seus tambores. Me dirijo especialmente a Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire. Médica, Professora da UFRJ, Nilcéa ocupa o Ministério há quase 8 anos. Tem feito um excelente trabalho. O endereço da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República é: Esplanada dos Ministérios, Bloco L, Edifício Sede, 2º andar – Brasília/DF. CEP: 70047-900. Fones: (61) 2104 – 9377 e 2104 – 9381. Faxes: (61) 2104 – 9362 e 2104 – 0355. A OTAVIO FRIAS, na FOLHA, aos diretores do ESTADÃO, do GLOBO, das TV’S, Rádios, que apurem os fatos. Nós estamos envolvidos nos trabalhos de estrear dia 17 as DIONIZÍACAS, um marco na história do TEATRO MUNDIAL, e nos sentimos impotentes diante da gravidade do assunto, de uma VIDA HUMANA CORRENDO O RISCO, POR SEUS SENTIMENTOS DE DIREITOS HUMANOS TEREM SIDO AGREDIDOS. Colaborem conosco, estamos sobrecarregados dos trabalhos das DIONIZÍACAS, mas não podemos parar pois é a ARTE somente que temos para dar Vida a Elaine nestes dias. José Celso Martinez Corrêa

Escrito por Marcelo Catelan às 11h05
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Um caleidoscópio ou calidoscópio é um aparelho óptico formado por um pequeno tubo de cartão ou de metal, com pequenos fragmentos de vidro colorido, que, através do reflexo da luz exterior em pequenos espelhos inclinados, apresentam, a cada movimento, combinações variadas e agradáveis de efeito visual. O nome "caleidoscópio" deriva das palavras gregas καλός (kalos), "belo, bonito", είδος (eidos), "imagem, figura", e σκοπέω (scopeο), "olhar (para), observar". (Tirei da Wikipédia!!!) Os padrões de imagens gerados pelo caleidoscópio são aleatórios e regidos pela matemática do caos e a física quântica, o que significa que um padrão de imagens jamais será repetido independente do tempo que você passar girando o aparelho diante de seus olhos. O Caleidoscópio não se repete. A vida não se repete. O caleidoscópio imita a vida. (Nossa! Parece livro de auto-ajuda!!!) “ O mestre Sufi Abi-Him-Hala, no século XVac, ficou tão encantado com seu caleidoscópio que não conseguia se desapegar de seu brinquedo ao ponto de ficar completamente cego de seu olho esquerdo. Ao perceber o ocorrido, seu aprendiz e copista, Abu-il-Alun, arrancou o caleidoscópio das mãos de seu mestre antes que esse começasse a comprometer o seu olho direito, e o atirou pela janela. Infelizmente Abi-Him-Hala se atirou atrás do caleidoscópio e morreu espatifado nos rochedos.” ... ou... como diria Pai Mei: “- Joguei um caleidoscópio em um dos afluentes do rio Ota. De tão pesado foi ao fundo. Os peixinhos responderam: “Vá sujar sua casa vagabundo!””
ATENÇÃO: Cuidado ao usar seu caledoscópio sob influência de agentes psicoativos, principalmente a cannabis e aquele cogumelozinho que nasce na bosta da vaca! Em caso de demência, doença auto-imune, lúpus, ou sarcoidose entre urgentemente em contato com Dr. House M.D. no hospital universitário Princeton-Plainsboro Teaching, na cidade de Princeton no estado de New Jersey, nos Estados Unidos. (Wikipédia de novo!!!) Não recomendamos a utilização do mesmo para a prática de pompoarismo. Ps- Filho de Ivan, Ivanhoé.
Escrito por Marcelo Catelan às 11h18
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Pior poema de todo o universo O pior poema do Universo foi escrito por uma tia britânica, após 27 anos sem qualquer tipo de relação sexual. Versão Original: The dead swans lay in the stagnant pool. They lay. They rotted. They turned Around occassionally. Bits of flesh dropped off them from Time to time. And sank into the pool's mire. They also smelt a great deal.
Tradução não-exatamente-tão-ruim-quanto o poema original: Os cisnes mortos apodrecem na lagoa empoçada. Caídos. Corroem-se. Rolam Pro lado, às vezes. Pedacinhos de carne caíam deles de Vez em quando. E afundavam na lama da piscina. Fediam bastante também
Escrito por m.catelan às 12h29
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Escrito por m.catelan às 15h24
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TATUADOS NUNCA ESTÃO REALMENTE NUS.
Escrito por m.catelan às 12h40
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'Confessa a ti mesmo na noite profunda: morrerias, se te fosse proibido escrever? Enquanto se espalham as tuas raízes, procura dentro do teu coração a resposta, e pergunta a ti mesmo, solenemente: tenho de escrever?' Rainer Maria Rilke 
Escrito por m.catelan às 17h06
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"Eu sou qualquer coisa que quiserem: um derviche, um mago, um iogue, um marciano, mas um simples soldado de infantaria de reserva, não". Khlebnikov

Escrito por m.catelan às 12h24
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Companhia de DançaTeatroDança Artesãos do Corpo: 


 
http://www.ciaartesaosdocorpo.art.br/
Escrito por m.catelan às 14h48
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twitter: @SrCatelan 
Escrito por m.catelan às 14h31
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O GRANDE CIRCO MÍSTICO jorge de lima O médico de câmara da imperatriz Teresa - Frederico Knieps - resolveu que seu filho também fosse médico, mas o rapaz fazendo relações com a equilibrista Agnes, com ela se casou, fundando a dinastia de circo Knieps de que tanto se tem ocupado a imprensa. Charlote, filha de Frederico, se casou com o clown, de que nasceram Marie e Oto. E Oto se casou com Lily Braun a grande deslocadora que tinha no ventre um santo tatuado. A filha de Lily Braun - a tatuada no ventre, quis entrar para um convento, mas Oto Frederico Knieps não atendeu, e Margarete continuou a dinastia do circo de que tanto se tem ocupado a imprensa. Então, Margarete tatuou o corpo sofrendo muito por amor de Deus, pois gravou em sua pele rósea a Via-Sacra do Senhor dos Passos. E nenhum tigre a ofendeu jamais; e o leão Nero que já havia comido dois ventríloquos, quando ela entrava nua pela jaula adentro, chorava como um recém-nascido. Seu esposo - o trapezista Ludwig - nunca mais a pôde amar, pois as gravuras sagradas afastavam a pele dela o desejo dele. Então, o boxeur Rudolf que era ateu e era homem fera derrubou Margarete e a violou. Quando acabou, o ateu se converteu, morreu. Margarete pariu duas meninas que são o prodígio do Grande Circo Knieps. Mas o maior milagre são as suas virgindades em que os banqueiros e os homens de monóculo têm esbarrado; são as suas levitações que a platéia pensa ser truque; é a sua pureza em que ninguém acredita; são as suas mágicas que os simples dizem que há o diabo; mas as crianças crêem nelas, são seus fiéis, seus amigos, seus devotos. Marie e Helene se apresentam nuas, dançam no arame e deslocam de tal forma os membros que parece que os membros não são delas. A platéia bisa coxas, bisa seios, bisa sovacos. Marie e Helene se repartem todas, se distribuem pelos homens cínicos, mas ninguém vê as almas que elas conservam puras. E quando atiram os membros para a visão dos homens, atiram a alma para a visão de Deus. Com a verdadeira história do Grande circo Knieps muito pouco se tem ocupado a imprensa. 
Escrito por m.catelan às 13h54
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Memórias Póstumas de um Nerd Para começar quero deixar uma coisa bem clara para vocês, que não reste dúvidas e questionamentos, que ninguém, lá pelo meio da história, me interrompa com perguntas idiotas: Eu estou morto! Sim, morto, defunto, enterrado, bati as botas, fui para a terra dos pés juntos... Sei o que estão pensando! Não... Não foi suicídio, uma prática que eu considero covarde e anti-higiênica. Foi burrice mesmo. Tudo começou no meio do ano: Crise, queda na bolsa, meu pai que investiu em ações de uma fábrica de pára-raios de xaxim, grana curta, e, quando o dinheiro acaba o que é cortado primeiro? Minha escola é claro! E lá toca o herdeiro da casa ir para um desses colégios estaduais que tem um bando de vogais no nome tipo E.E.A.A. Professor Fulano de tal. Um nojo! Salas sujas e depredadas, portas sem trinco, paredes descascando e, pasmem, sem papel higiênico no banheiro! Pensando bem, em alguns banheiros nem privada tinha! Mas tudo bem! Se é pela saúde financeira família... E vocês acham que isso era o pior? É que vocês não viram os alunos. Um bando de moleques horrendos e meninas que pareciam ter saído de um filme de zumbis! Mas o mais odioso de todos era o Marcão. Repetente três vezes. Até barba ele já tinha! Maldito Marcão, me escolheu de vítima! Começou pelo meu material: Roubou minhas canetas inglesas, rabiscou meu caderno holandês e destruiu meu estojo Transformers que meu tio tinha trazido do Japão. Roubou o meu lanche todos os dias e no final das aulas eu sempre ia parar na lixeira do pátio ou no bebedouro do corredor. Eu definitivamente precisava me livrar do Marcão. Armei um plano. Só precisei do meu kit do “Pequeno Químico” e uns produtos de limpeza lá de casa, você pode fazer maravilhas com o que tem em casa, e eu fiz a maior bomba caseira que alguém já viu! O Marcão ia levar um susto “daqueles” e depois ia me deixar em paz. Mas foi aí que eu cometi dois erros: exagerei no tamanho da bomba e, por ignorância minha, a montei naquele pilar que o Marcão costumava se encostar durante o recreio todo, como se fosse dono do lugar. Como eu ia saber que ele sustentava todo o prédio?! Eu sei que vou passar um bom tempo aqui no purgatório, mas tenho alguns atenuantes e uma boa advogada. Enquanto o Marcão, bem... Não sei se ele aprendeu a lição, pois me contaram que naquele dia a professora de matemática faltou e a turma dele saiu mais cedo. Odeio matemática! 
Escrito por m.catelan às 10h12
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Canção de mim mesmo Walt Whitman
1. Eu celebro o eu, num canto de mim mesmo, E aquilo que eu presumir também presumirás, Pois cada átomo que há em mim igualmente habita em ti.
Descanso e convido a minha alma, Deito-me e descanso tranqüilamente, observando uma haste da relva de verão.
Minha língua, todo átomo do meu sangue formado deste solo, deste ar, Nascido aqui de pais nascidos aqui de pais o mesmo e seus pais também o mesmo, Eu agora com trinta e sete anos de idade, com saúde perfeita, dou início, Com a esperança de não cessar até morrer.
Crenças e escolas quedam-se dormentes Retraindo-se por hora na suficiência do que não, mas nunca esquecidas, Eu me refugio pelo bem e pelo mal, eu permito que se fale em qualquer casualidade, A natureza sem estorvo, com energia original.
2. Casas e cômodos cheios de perfumes, prateleiras apinhadas de perfumes, Eu mesmo respiro a fragrância, a reconheço e com ela me deleito, A essência bem poderia inebriar-me, mas não permitirei.
A atmosfera não é um perfume, mas tem o gosto da essência, não tem odor, Existe para a minha boca, eternamente; estou por ela apaixonado Irei até a colina próxima da floresta, despir-me-ei de meu disfarce e ficarei nu, Estou louco para que ela entre em contato comigo.
A fumaça da minha própria respiração, Ecos, sussurros, murmúrios vagos, amor de raiz, fio de seda, forquilha e vinha, Minha expiração e inspiração, a batida do meu coração, a passagem de sangue e de ar através de meus pulmões, O odor das folhas verdes e de folhas ressecadas, da praia e das pedras escuras do mar, e de palha no celeiro, O som das palavras expelidas de minha voz aos remoinhos do vento,
Alguns beijos leves, alguns abraços, o envolvimento de um abraço, A dança da luz e a sombra nas árvores, à medida que se agitam os ramos flexíveis, O deleite na solidão ou na correria das ruas, ou nos campos e colinas, O sentimento de saúde, o gorjeio do meio-dia, a canção de mim mesmo erguendo-se da cama e encontrando o sol.
Achaste que mil acres são demais? Achaste a terra grande demais? Praticaste tanto para aprender a ler? Sentiste tanto orgulho por entenderes o sentido dos poemas?
Fica esta noite e este dia comigo e será tua a origem de todos os poemas, Será teu o bem da terra e do sol (há milhões de sóis para encontrar), Não possuíras coisa alguma de segunda ou de terceira mão, nem enxergarás através do olhos de quem já morreu, nem te alimentarás outra vez dos fantasmas que há nos livros. Do mesmo modo não verás mais através de meus olhos, nem tampouco receberás coisa alguma de mim, Ouvirás o que vem de todos os lados e saberás filtrar tudo por ti mesmo.
3. Eu ouvi a conversa dos falantes, a conversa sobre o início e sobre o fim, Mas não falo nem do início nem do fim.
Nunca houve mais iniciativa do que há agora, Nem mais juventude ou idade do que há agora, E jamais haverá mais perfeição do que há agora, Nem mais paraíso ou inferno do que há agora,
O anseio, o anseio, o anseio, Sempre o anseio procriador do mundo.
Na obscuridade a oposição equivale ao avanço, sempre substância e acréscimo, sempre o sexo, Sempre um nó de identidade, sempre distinção, sempre uma geração de vida. Não vale elaborar, eruditos e ignorantes sentem que é assim.
Certeza tal como a mais certa certeza, aprumados em nossa verticalidade, bem fixados, suportados em vigas, Robustos como um cavalo, afetuosos, altivos, elétricos, Eu e este mistério aqui estamos, de pé.
Clara e doce é minha alma e claro e doce é tudo aquilo que não é minha alma.
Faltando um falta o outro, e o invisível é provado pelo visível Até que este se torne invisível e receba a prova por sua vez.
Apresentando o melhor e isolando do pior, a idade agasta a idade, Conhecendo a adequação e a eqüanimidade das coisas, enquanto eles discutem eu mantenho-me em silêncio e vou me banhar e admirar a mim mesmo.
Bem-vindo é todo órgão e atributo de mim, e também os de todo homem cordial e limpo. Nenhuma polegada ou qualquer partícula de uma polegada é vil e nenhum será menos familiar que o resto.
Estou satisfeito – vejo, danço, rio, canto; Quando o companheiro amoroso dorme abraçado a mim a noite inteira e depois vai embora ao raiar do dia com passos silenciosos, Deixando-me cestas cobertas com toalhas brancas enchendo a casa com sua exuberância, Devo adiar minha aceitação e compreensão e gritar pelos meus olhos, Para que deixem de fitar a estrada ao longe e para além dela E imediatamente calculem e mostrem-me para um centavo, O valor exato de um e o valor exato de dois, e o que está à frente?
4. Traiçoeiros e curiosos estão à minha volta Pessoas com quem me encontro, os efeitos que a minha infância tem sobre mim, ou o bairro e a cidade em que vivo, ou a nação, As últimas datas, descobertas, invenções, sociedades, autores antigos e novos, Meu jantar, roupas, amigos, olhares, cumprimentos, dívidas, A indiferença real ou fantasiosa de um homem ou mulher que eu amo, A doença de alguém de minha gente ou de mim mesmo, ou ato doentio, ou perda ou falta de dinheiro, depressões ou exaltações, Batalhas, os horrores da guerra fratricida, a febre de notícias duvidosas, os terríveis eventos; Essas imagens vêm a mim dia e noite, e partem de mim outra vez, Mas não são o meu verdadeiro Ser.
Longe do que puxa e do que arrasta, ergue-se o que de fato eu sou, Ergue-se divertido, complacente, compassivo, ocioso, unitário, Olha para baixo, está ereto, ou descansa o braço sobre certo apoio impalpável, Olhando com a cabeça pendida para o lado, curioso sobre o que está por vir, Tanto dentro como fora do jogo, e o assistindo, e intrigado por ele.
No passado vejo meus próprios dias quando suei através do nevoeiro com lingüistas e contendores, Não trago zombarias ou argumentos, apenas testemunho e aguardo.

Escrito por m.catelan às 11h52
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